quarta-feira, 26 de abril de 2017

A HORA E A VEZ DO TURISMO....VALE A PENA LER DE NOVO?

Publicado em 28/03/2011

A HORA E A VEZ DO TURISMO


Apesar de minha formação profissional não estar ligada ao turismo, venho defendendo há muito tempo que o turismo deveria ser tratado com seriedade em nossa cidade. Tive até uma oportunidade relâmpago – 10 meses – à frente da Secretaria Municipal do Turismo (2005) e quem acompanhou de perto e com conhecimento de causa sabe muito bem que estávamos no caminho certo e em pouco tempo colheríamos bons frutos. Mas, infelizmente os governantes não sabem aproveitar as boas experiências e partem para novas tentativas, sem o mínimo preparo técnico, e esquecem o que é mais importante: a parceria com o empresariado. Pois são eles que fazem do turismo riqueza.
Não é mais preciso dizer que nosso município tem um grande potencial para ser desenvolvido. Temos alguns atrativos interessantes e uma pequena rede de hotelaria e gastronomia de qualidade. Creio que podemos contar com aproximadamente seiscentos leitos e setecentos talheres, que poderiam ter uma ocupação de no mínimo 80% nos finais de semana, caso tivéssemos uma cidade que também disponibilizasse um melhor tratamento de seus equipamentos, uma boa recepção e informação com material gráfico de qualidade e sinalização para facilitar a vida dos turistas.
Precisamos urgentemente solucionar a reforma tão falada e não feita na Praça da Feira-Mar, cartão de visita da nossa baía, que, conjuntamente com o Mercado e o Trapiche, formam um belo equipamento. A limpeza das nossas ruas, praças e logradouros é fundamental para melhorar o visual do conjunto.
Nossos eventos devem ser repensados e tratados com profissionalismo. Temos que transformar nossas festas em geração de renda e emprego. Que se montem barracas, mas que sejam por nós exploradas.
Tenho certeza que temos muito que mostrar e tem muita gente que gostaria de comprar.
Quando tudo isso estiver pronto, sem nenhuma dúvida seremos procurados por várias operadoras, que roteirizarão nossos atrativos e nossas ruas serão tomadas por visitantes e turistas.
Se os empresários continuarem remando sozinhos até podem chegar a algum lugar. Mas se for estabelecida parceria com o público, juntos chegarão mais rápido.
Para que isso aconteça é preciso somente uma coisa: vontade política.

Antonina... Agora é a hora. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.

N.Editor do Blog - Hj, a convite do prefeito José Paulo Vieira Azim, ocupo o cargo de Secretario de Turismo e Cultura. Continuo com om mesmo pensamento crítico, mas conto com uma equipe na Secretaria e um grupo de Secretários que faz a diferença. Somado ao empresariado e ao Conselho Municipal de Turismo ( será escolhido no dia 04 de maio) com certeza as realizações irão se concretizar.

sábado, 15 de abril de 2017

Vai começar a festa...Encontro de Tradições

Antonina, Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Nos dias 20,21 e 22 de abril
, estaremos recebendo e realizando o 1º Encontro de Tradições. O evento criado e promovido por Olaria Projetos de Arte e Educação, objetiva proporcionar um espaço de convivência entre grupos folclóricos paranaenses. Tendas com palco serão montadas entorno da Praça Coronel Macedo e em seu interior barracas destinadas a exposição de objetos relacionados aos grupos participantes.
A cidade ganhara visibilidade durante o evento e os segmentos diretamente ou indiretamente ligados ao turismo, como hotéis, pousadas e restaurantes serão os mais beneficiados. A hospedagem do evento só foi possível graças ao apoio irrestrito da atual administração municipal, na batuta do prefeito José Paulo Vieira Azim.



“Em 2017 acontece a primeira edição do Encontro de Tradições. O projeto, com realização da produtora Olaria Projetos de Arte e Educação, nasceu da parceria da curadora Lia Marchi com o produtor LM Stein, que assinam em conjunto a direção do evento.
Nos dias 20, 21, 22 de abril estarão reunidos na cidade de Antonina, litoral do Paraná, representantes de diversas tradições do Estado, apresentando ao público a música, a dança, o artesanato, enfim as riquezas das tradições culturais populares.
Venha para Antonina no feriado de Tiradentes e encontre tudo aquilo que você queria ver e ouvir em um só lugar, no Encontro de Tradições!”


MÚSICA, DANÇA E ESPETÁCULOS
Congada, folia, fandango, danças tradicionais e muita música nos três dias do Encontro de Tradições. Serão 12 grupos do Paraná apresentando a diversidade de expressões que povoam nossas memórias e festas.
Todas as apresentações são gratuitas e acontecem na Praça Coronel Macedo, no Centro Histórico de Antonina.
Durante os três dias do evento, os grupos participantes também farão cortejos pelos bairros da cidade e as Folias de Reis e do Divino visitarão as casas levando as bandeiras com música e tradição. 
Veja em nossa programação detalhes sobre os grupos e apresentações:




sábado, 18 de março de 2017

BICICLETA fotografias

Inaugurar uma exposição individual em um lugar apropriado e cheio de magia, não é somente expor ao público seu olhar, suas idéias, seus caminhos e experimentos. Abrir uma mostra é muito mais que isso. É “mijar no canto”, rever amigos, juntar a família...É uma grande festa...Dar e receber muitos abraços. Tem melhor que isso?

BICICLETA 
Fotografias de Eduardo Nascimento
Museu de Arte Contemporânea do Paraná
Aberta 16 de março/até 21 de maio de 2017

“Eduardo Nascimento nos emprestou seus olhos. Por meio deles, tornou possível que passeássemos por um mundo de bicicletas, levando-nos a imaginar, sonhar e refletir sobre a jornada da vida. Inevitável, cheia de percalços e surpresas, ela pode ter seu peso amenizado e tornar-se mais prazerosa se pudermos contar com ingredientes como a arte e umas boas pedaladas.”
Dulce OsinskiOut 2016

























Fotos com Iphone: 
Elisa Possani Nascimento
video

sábado, 11 de março de 2017

11 DE MARÇO.

O 11 de março de 2011

A tragédia que abalou a cidade deu seus primeiros sinais um dia antes. Parte do Morro do Bom Brinquedo desabou, e com a intensidade da chuva e continuidade, o Bairro da Laranjeira foi o mais atingido. Depois a Caixa D’agua...A Graciosa de Cima...E as ruas centrais foram tomadas pela água e pela lama. Centenas de moradores ficaram desabrigados e houve duas vítimas.



Imagens:







segunda-feira, 6 de março de 2017

COMO VC AVALIA O CARNAVAL DE 2017

Como você avalia o carnaval de 2017? 
Vote na enquête na coluna ao lado direito do blog

(se for em smartfone visualizar em modo web). 
Sua opinião é importante para que possamos melhorar ainda mais em 2018. 
Vote Já!

Carnaval é carnaval...De qualquer maneira.

Carnaval é assunto que sempre gostei. Participo desde criança, quando ainda escoteiro e um dos primeiros foliões da Filhos da Capela (Escola criada no reduto escoteiro em 1948).
De lá pra cá fiz um montão de coisas e brincadeiras. Fotografar foi à coisa que mais cometi. Acabo de completar “apenas” 41 anos de muita chuva e imagem na avenida, tarefa que me legou uma publicação em 2012 : “Carnaval de Antonina – 35 anos de cumplicidade”.
Mas também me travesti de escandalosa na minha juventude. Ajudei nas alegorias e enredos em várias Escolas e Samba, desde a Capela, como a extinta Amigos da Ponta da Pita, a 6 de Novembro...Entre outras.
Em 1996, cheguei até ser homenageado pela Escola de Samba do Batel com o enredo
“ Eduardo Nascimento e a Antonina dos Meus Dias”.

Um dos carnavais mais marcantes – agora como idealizador e organizador – foi em 1975, quando sem nenhum centavo, o prefeito da época - Joubert Vieira , me convidou para organizar a festança. Foi o tal polêmico “Siri de Ouro e Siri de Prata”. Uma historia de já foi contada aqui no blog.
Anteriormente, lá pelos anos de 1969, também a convite do então prefeito Romildo Pereira, fui o responsável pela decoração da avenida.
Outra festa marcante foi o carnaval de 1989. O prefeito Leopoldino de Abreu me convidou para ajuda-lo a pensar o carnaval. Montamos uma comissão e elaboramos, um dos mais organizados e inovadores carnavais da cidade. Tivemos decoração de rua com mais de 50 luminárias, arquibancadas, cartazes, folheteria e camisetas como souvenir.
Novamente em 2005, à frente da Secretaria de Turismo participei da comissão carnavalesca, resultando em uma bela, animada e organizada festa. Atingindo e marcando melhorias qualitativas e quantitativa na demanda.

Agora, a convite do atual prefeito Zé Paulo e a frente da pasta do Turismo e da Cultura, tive que encarar, em menos de 45 dias, mais um desafio: organizar e realizar mais um carnaval.
Não dá para comparar as experiências anteriores com o atual momento, pois hj tudo é mais complexo, principalmente quando o assunto é segurança. Tudo tem que ser rigidamente pensado e cumprido. São dezenas de itens com datas e horários a serem cumpridos. Desde um “simples” fechamento de rua a montagem de palco, banda, iluminação e sonorização adequada. Estrutura da avenida com iluminação, sonorização, decoração, segurança, banheiros...Etc...Etc...Etc. Sem esquecer o espaço adequado para receber o policiamento militar, a Vigilância Sanitária, o Conselho Tutelar e outras “cositas” mais. E ainda área de alimentação, de circulação, da emergência a saúde.
Claro isso é apenas um pouco da estrutura pública montada para a festa dos foliões. Mas tudo necessita estar muito bem limpo... Antes, durante e após a festa. Praças e logradouros públicos necessitam também estar limpos, seguros e iluminados.
Mas, para que tudo funcionasse conforme previsto, foi necessário um batalhão de pessoas. Pessoas determinadas, responsáveis e conscientes. Dispostas a organização, a mudança – algo difícil de ser aceito por certos segmentos – com total dedicação.
Todos trabalharam muito. Não vou citar áreas, nem nomes envolvidos, porque poderia ser traído pela memória. Mas valeu gente!

E a festa. Bem a festa ficou por conta dos nossos foliões. Que sabem fazer como ninguém.
Nossos Blocos e Escolas de Samba, as Escandalosas e o folião que saiu na segunda-feira cheia...Cheia de tudo. De alegria e muita descontração. Aliás, neste carnaval a cidade chegou a ficar cheia de veículos, pois nunca recebemos tantos foliões, com engarrafamento de mais de sete quilômetros.
Este foi mais um dos nossos bons carnavais. Desta vez estive em outro lugar da avenida, mas não deixei de fotografar. Aliás, para rolar a festa é preciso rolar muito trabalho. E viva o carnaval de Antonina. E tenho dito!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017