quinta-feira, 26 de março de 2015

Sinalizar é preciso. Para não ter que escrever tudo de novo.

Publicado em 23/07/2006 no blog e em 2012 no livro “Tenho Dito”.
SINALIZAR É PRECISO

As placas de sinalização de trânsito da nossa cidade, quando existem, estão em péssimas condições de legibilidade, sem falar em um sistema de tráfego que nem em sonho passou pelas cabeças dos nossos administradores. Hoje convivemos com tráfego de diferentes veículos, como transporte de cargas, coletivo, passeio, ciclistas, pedestres e, em especial, turistas, e sequer se tem um pequeno trajeto sinalizado. As pessoas não sabem aonde ir e nem ao menos como voltar. Nas ruas do centro não se sabe se é contramão (rua XV, por exemplo) ou onde é permitido estacionar, somado ainda aos fechamentos sistemáticos do centro para a realização de festas, reformas, desfiles, cultos, barracas... etc... etc... etc. Apesar da cidade ser um pequeno conjunto de quadras, daria – se houvesse vontade política e competência administrativa – muito bem para ser sinalizada, melhorando o tráfego e facilitando a vida de toda a população. Falta de recursos não é, pois parte do IPVA arrecadado pelo município retorna para ser aplicado no sistema de sinalização do trânsito.
A rua Valle Porto, o principal cartão de visita da cidade, está interditada há mais de seis meses porque a prefeitura realiza obras na construção do novo prédio da Câmara Municipal. Sem dúvida alguma a restauração do imóvel é importante, mas não dá para interditar uma artéria de trânsito para fazer uma obra. Se isso pega, hein?


N.Ed.Blog: entra prefeito e sai prefeito e tudo continua como antes. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Mar ou mato?


A foto mostra parte do assoreamento da baía de Antonina, onde a vegetação cresce e avança, ocupando o espaço onde antes haviam mangue e mar. Nossa pequena orla, no perímetro urbano da cidade está toda comprometida. Caso nada seja feito, muito em breve não mais conseguiremos sequer avistar o mar. Experimente dar uma olhada com a maré seca, da Rua Marquês do Herval, Antonio Prado até a Rodoviária.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Restauração do Santuário

Prospecção parede externa 1
Quem visita a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Antonina, notará alguns vestígios de pinturas antigas externa e interna nas paredes do santuário. É que os trabalhos de pesquisa e prospecção das pinturas estão sendo feitos, por técnicos da empresa vencedora da licitação responsável pela elaboração do projeto de restauro daquele bem.

A restauração do santuário, a cargo do Iphan-Pr faz parte de um conjunto de 08 imóveis que serão revitalizados na cidade, contemplados pelo PAC Cidades Históricas do Governo Federal, com investimento previsto de R$17milhões. No momento das licitações, maio de 2014 - a previsão de entrega das obras revitalizadas era dezembro de 2015.

Antonina é a única cidade do Paraná contemplada pelo PAC/Cidades Históricas, e caso todos os prédios sejam revitalizados, uma das fontes de renda do município, o turismo cultural, deverá ser beneficiado, pois ruínas e monumentos se tornarão em belos e históricos atrativos.

A centenária Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar teve sua construção autorizada em 1714, durante estes trezentos anos passou por inúmeras reformas, cuja documentação descritiva é de difícil conhecimento da comunidade e até dos órgãos de proteção. A igreja é o mais importante marco histórico da comunidade.

Prospecção externa
Prospecção pintura interna
Relação dos imóveis previstos para revitalização:
Estação Ferroviária, Prefeitura Municipal, Fonte da Laranjeira, Fonte da Carioca, Armazém Macedo, Igreja do Bom Jesus do Saivá, Igreja de São Benedito e Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar.

terça-feira, 17 de março de 2015

Reage Antonina!

Esquina no Centro Histórico da cidade em dia útil.
A falta de políticas públicas voltadas para a geração de renda e emprego na cidade, causado pelo analfabetismo visual e a incapacidade administrativa dos nossos dirigentes, causa entretecimento a qualquer cidadão que de alguma maneira pensa em aqui se estabelecer.
A ocupação urbana desordenada, sem o mínimo critério organizacional, transformou inúmeras quadras do centro da cidade em um conjunto de portas fechadas, interrompendo o ciclo natural e dinâmico do ir e vir de todo cidadão em busca de um bem utilitário.A cidade parece estar morta.
Obras inacabadas, ruínas e prédios públicos em desuso ou sub-utilizados, corroboram ainda mais para esta melancólica situação. Sem falar ainda nas calçadas mal conservadas, nas lixeiras amassadas e cheias, nas "casas tristes" que só abrem em festas ou finais de semanas. Nas praças sujas e sem jardins, sem flores. No mato que toma conta dos passeios e nas pessoas que esperam alguém que faça.
Precisamos pensar nossa cidade com urgência. Porque esta me parece que não é a “Antonina de Verdade” que gostaríamos de viver. Reage Antonina!


segunda-feira, 16 de março de 2015

Porto de Antonina planeja diversificar embarque de cargas

Investimentos que somam R$ 180 mi devem resultar em um aumento no volume embarcado. Terminal voltará a exportar açúcar e, no futuro, carne

15/03/2015  23h00 Renan Colombo
Texto publicado na edição impressa de 16 de março de 2015/ Gazeta do Povo

O Porto de Antonina se prepara para receber investimentos de infraestrutura no valor de R$ 160 milhões que vão diversificar o perfil do terminal e ampliar a capacidade de movimentação de cargas. Além disso, uma área sem uso será concedida para instalação de uma indústria metal-mecânica. O arrendamento do espaço, se bem-sucedido, será o primeiro do país em conformidade com a nova Lei dos Portos (12.815/2013), que centralizou na Secretaria de Portos a maioria das concessões. Neste caso, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) conduzirá o processo, a partir de uma exceção prevista em lei e avalizada pelo governo federal.
A destinação da área, que tem 32 mil metros quadrados e não afeta as operações portuárias, foi determinada pelo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do terminal. A expectativa é de que o empreendimento receba aportes de R$ 20 milhões e gere cerca de 100 empregos.
Diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino diz que a licitação deve ser lançada em 90 dias e estima que, após o certame, a construção da estrutura leve até dois anos. Uma empresa já manifestou interesse na concessão, que terá validade de 25 anos e é estratégica para esse setor, habitual prestador serviços para a exploração de gás e petróleo em alto-mar. “Se a empresa fabricasse componentes em Curitiba ou região, teria de descer a Serra do Mar e o transporte desse tipo de peça é caríssimo, pois são estruturas muito grandes”, explica.
Já o investimento de R$ 160 milhões virá da empresa russa Uralkali ao longo dos próximos quatro anos. A companhia planeja construir um berço de atracação e dois armazéns de 120 mil toneladas, além de promover melhorias no sistema de gestão de carga do terminal. O empreendimento deve dobrar a capacidade de importação do terminal Ponta do Félix, para 4 milhões de toneladas por ano. A Uralkali deve ampliar o volume de importação de fertilizantes – único produto comercializado no porto, atualmente – e abrir espaço para a exportação de carne, que tem a Rússia como um dos principais mercados.

Saturação
Outro produto que passará a ser movimentado no terminal é açúcar, que não passa por Antonina desde 2013. A opção pelo porto paranaense é reflexo da saturação dos embarques do produto em Santos, explica Dividino. A estimativa é escoar até 200 mil toneladas do produto, já ensacado, neste ano.
Ele avalia que a diversificação de produtos é um dos caminhos para o crescimento do terminal, que passou recentemente por uma dragagem. “O terminal quer aumentar o portfólio de produtos negociados. Se você trabalhar somente com um produto, pode enfrentar um período de baixa e ter problemas.”

Antonina teve crescimento de movimentação nos últimos anos, mas registrou retração em 2014, quando o volume de cargas somou 1,47 milhão de toneladas, cerca de 900 mil a menos que no ano anterior.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA...Gente da gente

"Pelego"
"Moça"
Natalina

terça-feira, 10 de março de 2015

O inesquecível 11 de março.

O 11 DE MARÇO

O dia 11 de março de 2011 será marcado pelos episódios naturais ocorridos em nossa cidade. A bela “deitada-à-beira-do-mar”, como dizia o poeta, acordou assustada com as notícias nunca divulgadas de enchentes e deslizamentos de morros em seu ventre e entorno, causados pela quantidade de chuva torrencial que se abatia.

No dia anterior, a natureza já havia traçado um desenho do que estava para acontecer, quando começou chover em quantidade e volume nunca vistos, descendo dos morros, alagando os pontos mais baixos e dando o primeiro indício com o deslizamento no Morro do Bom Brinquedo, no coração da cidade.
Mas foi na noite do dia 10, quinta-feira, e amanhecer do dia 11, sexta, que presenciamos o maior volume de chuva aqui registrado.
A quantidade e a força da água foram tão intensas que os telhados das casas indicavam que todos iriam desabar. As centenárias telhas de algumas casas históricas não resistiam a tal quantidade de água e gotejavam por inteiro, causando pânico aos moradores. As luzes se apagaram, os telefones ficaram mudos e o abastecimento de água potável foi interrompido.



Considerações
A maioria das cidades que sofre com uma calamidade, junta forças e se une – povo e políticos – para sua reconstrução. O momento é único. É como esperar uma carona pra fazenda e aparecer em sua frente um cavalo encilhado. Ou monta ou vai continuar esperando!
Por iniciativa convidei algumas lideranças e empresários, na tentativa de abrir discussão sobre nossa atual situação. Quase conseguimos formatar uma proposta, mas como não temos hábitos coletivos - o imediatismo e da descrença nos assolam – em nada resultou.

Assim mesmo, procurei o M.P. na tentativa em realizar uma Audiência Pública. No sentido de esclarecer a comunidade, sobre as ações que estavam sendo tomadas pela administração municipal e abrir canais de participação. Mas, foi a Câmara Municipal que deu ressonância e realizou a tal audiência.
Participou o prefeito, a Defesa Civil, a Cohapar...Os vereadores e a comunidade.
A discussão foi acalorada, mas nada foi gravado e muito menos foi elaborada proposta ou um Plano de Ação.
Entre umas e outras falas, propus em alto e bom som, a formação de um Conselho Comunitário para a Reconstrução da Cidade, com representantes de toda a sociedade, que pudesse discutir e definitivamente executar ações que viessem contribuir para o resgate da nossa auto-estima e a reconstrução da nossa tão abandonada e agora ferida cidade. Proposta aceita pelas autoridades presentes, mas que nunca foi executada.
O alcaide de plantão sabia muito bem ouvir e tratava as pessoas com respeito, mas nada que ele falava e assumia dava para escrever. Palavras eram apenas sons que sumiam ao vento.
Quatro anos depois, 2015, podemos afirmar que pouco ou quase nada foi feito. Não adianta passar um cavalo encilhado na frente de quem não sabe montar. Nem onde fica a fazenda! E a cidade padece.