sexta-feira, 30 de julho de 2010

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA


Tv.Mestre Adriano em torno 1935. Autor desconhecido.

Obrigado IVO

TROVINHAS PARA OLINDA E MARIQUINHA
Autor: Ivo Fonseca


Mariquinha de Nhô Bó
Sempre desatou o nó
De seu neto Eduardinho
Que só fez forrobodó
Mariquinha se orgulhava
Do neto que ela criou
Deu pra ele a formação
E também o seu amor
Dona Olinda e Mariquinha
Sempre estavam na janela
Minha mãe na rua XV
Mariquinha na rua dela
Conheci seu pai Porfírio
Sua avó uma portuguesa
Conheci a sua tia
Que tinha pose de princesa.
As pessoas que passavam
Sempre falavam com elas
Às vezes até se encostavam
Do lado das janelas delas
Na rua do Ermelino
De sobrenome Leão
Via sempre Mariquinha
De chinelo na mão
Esse chinelo servia
Para corrigir o seu neto
Que era muito levado
Mas ela lhe dava afeto
Hoje Olinda e Mariquinha
Estão em outra morada
Em uma janela nova
Sendo as duas amparadas
Ao encerrar aqui meus versos
Sinto o peso da idade
Vivi com Olinda e Mariquinha
E hoje me resta a saudade.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Atualíssimo

video

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS 01

A partir de hoje estarei publicando matérias sobre a história da cidade, curiosidades e contos. Não perca...Porque o blog também é cultura.

DALILA BÚ
©eduardonascimento

Antonina, pequena e centenária cidade do litoral do Paraná. Tem nos apelidos uma de suas identidades. Por aqui, quase ninguém é conhecido pelo seu verdadeiro nome e sim por um apelido. É o João Garça, o Paulinho Sabiá, as famílias Tiriça, Araponga, Lambança e Chico Loco. Os Pés de Anta, o Fala Fina e o Gorgó. Tem Mariguinha e seu neto Eduardo Bó.
Aqui, quem não tem apelido bom sujeito não é. E apelido somente pega, quando seu dono fica bravo com o novo cognome que lhe é designado.

Na década de sessenta, as figuras de destaques eram o Barreano, Caninana, Picongó e a mais popular de todas, Dalila Bú.
Dalila era uma velhinha de pequena estatura, que não gostava de ser chamada de Bú. Quando era apelidada, “soltava os cachorros” na turma e ofendia a progenitora de cada um: Bú é a mãe! Odiava quando diziam que era “amante do padre” ou qualquer outro predicado. Dalila era católica fervorosa, não perdia missa e adorava procissão, principalmente no dia 15 de agosto, a da padroeira da cidade Nossa Senhora do Pilar.

Dalila diariamente saia pela manhã de sua pequena moradia, atravessava a cidade e ia até o Mercado Municipal, bem mais para vivenciar seu momento de xingamentos, do que para abastecer sua pequena morada. Era nesse caminho que ia despejando todo um repertório de palavrões dos mais simples aos mais ofensivos, quando era chamada de Bú.

No fundo adorava ser apelidada, pois é do nosso conhecimento, que em determinada situação o pessoal - já conhecido dela e que fazia parte do seu também conhecido e repetitivo itinerário diário - combinava em não apelida-la e deixava a velhinha passar naturalmente. Mas isso não bastava, ela voltava a passar inúmeras vezes pelo mesmo lugar, até que então alguém falasse o seu apelido Bú. Ai sim, Dalila soltava sua verborréia e despejava seu imenso repertório: - É a mãe! Etc...Etc...Etc.
Assim seguia o seu caminho xingando todo mundo por onde passasse até chegar a sua pequena morada na Rua Riachuelo. No dia seguinte começava tudo de novo.

Dalila Bú conviveu conosco até o início dos anos 80, quando bem velhinha, já com seus cabelos brancos e com a saúde debilitada, foi levada para um internato em Paranaguá, onde anos depois veio a falecer. Esta é a história de mais um dos personagens da nossa cidade.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

VALE A PENA LER DE NOVO

Publicado no blog em 23 de maio de 2002
DEITADA A BEIRA DO MAR...

Já cantava os versos do poeta ao deslumbrar a grandeza paisagística da nossa cidade. Uma pequena cidade a beira mar, que tem, claro, o mar como elemento diferenciador das outras localidades. Por ser fundo de baía também preserva determinadas características peculiares, como os manguezais, as faixas das marés que baixam e os visíveis assoreamentos provocados pela própria natureza e pela atuação desequilibrada do homem. De qualquer ponto em que se possa enxergar o nosso pequeno povoado, a harmonia topográfica das nossas construções, tangenciam a linha divisória das águas da nossa baía, criando um verdadeiro cenário de presépio.

Semana passada resolvi olhar a cidade mais do alto, convidei uns amigos e subimos até a pedra da “Bela Vista”. Quinze a vinte minutos para subir o morro (a idade já começa fazer a diferença), no início tentei ver de perto a tradicional e histórica Fonte da Laranjeira, ela ainda está lá resistindo ao tempo e ao abandono. Já foi ponto de romarias nos anos 40, romeiros vinham de várias localidades para ver a santa no fundo da água da fonte. Lembro muito bem quando criança, sempre encontrava por lá objetos “ex-votos” deixados como prova da graça alcançada. Fotografei o estado em que se encontra a Fonte e segui caminho.
Em 1996 o Governo do Estado melhorou o acesso até a pedra, construiu rampas, escadas, canaletas para escoamento das águas e até um mirante “reforçado”, com isso tornou um ponto mais acessível aos turistas e a própria comunidade. Dá tristeza de ver a situação em que hoje se encontra o referido caminho, árvores caídas, canaletas entupidas com lixo e folhas, a grama deu lugar para o mato que tomou conta e o pior mesmo é que ao chegar você encontra o mirante todo quebrado, abandonado, com indícios muito visíveis de vandalismo. Mas lá em baixo...bem lá em baixo, a gente vê e deslumbra com a beleza da nossa querida Antonina. Sua pequena baía emoldurada pelas montanhas da serra do mar, seus manguezais, dezenas de pequenas residências e um minúsculo porto. É muito lindo, e vale a pena – apesar do esforço e do abandono - subir até o Morro da Pedra e ver a nossa cidade de outro ponto de vista. Um pouquinho de longe.

Com tanta beleza que a nossa cidade tem não dá para aceitar passivamente a situação de abandono e o descaso com que a atual administração vem se comportando. Não é preciso falar muito, é só olhar as imagens e perceber. Está aí, e digam que estou inventando. Hoje não existe em nossa cidade sequer um ponto, equipamento urbano ou logradouro público que esteja em perfeitas condições de uso, limpeza e conservação. Eu desafio a administração a me mandar uma foto atual de qualquer ponto da cidade que esteja em ordem, bonito, que nos dê orgulho de sermos parte dele. A gente não entende como é que esta tal prefeita administra, o que infelizmente se sente é o total descaso pela cidade, a falta de amor pelas pequenas coisas. Um banquinho ali, uma lixeira, uma pintura nova, um aparar da grama, uma praça iluminada, um olhar de amor pela cidade. É tão pouco, mas é preciso fazer.

Prefeita, tá difícil conviver com a sua inoperância e o mais triste é pensar que teremos que agüentar a sua má vontade e incompetência por mais dois anos. Por favor, faça alguma coisa de bom e visível para nós, não estamos pedindo nenhum favor e muito menos temos visão paternalista, mas estamos democraticamente cobrando o nosso direito em ter uma vida um pouco melhor, de ser mais felizes, com uma cidade melhor e mais bonita.
Falta de pessoal não é, pois tem secretário para tudo: Obras, Meio Ambiente, Turismo, Educação, Indústria e Comércio, Saúde, Administração, Comunicação e até da Cultura. Ou esses cargos são somente para atender os amigos e melhorar a renda da família? Será que com 600 funcionários na prefeitura não conseguem atender a nossa pequena demanda de exigências? Ou a senhora não sabe comandá-los?

Sob a tutela divina da senhora...

Gente da Gente


Sei que o nome dele é Geraldo. Educado, falante e persistente quando defende as "palavras divinas". Figura assídua da Praça Cel. Macedo e da Farmácia Internacional.

Trapiche sucateado

Com menos de seis meses da entrega da reforma, o Trapiche Municipal já está precisando de alguns retoques. Aliás, o equipamento de iluminação até agora não foi totalmente colocado. Faltam luminárias e 1/3 das instaladas já deu pane. Também os vasos decorativos estão quebrados e é preciso recolocar a porta de vidro que foi danificada, no espaço coberto de recepção. A manutenção do local é de responsabilidade da APPA-Antonina, que pelos ares da própria sede, tido como terminal, não consegue sequer melhorar de aparência. Esperamos a boa vontade da diretoria para deixar aquele logradouro em boas condições. Tenho dito.

O Mirante da Pedra

É notícia nos mais importantes jornais da capital. Desta vêz não esta falando do estado de abandono em que se encontra. Nem da paisagem deslumbrante que de lá se descortina. Agora é de um fato lamentável, com ar de suicídio, onde uma senhora, acompanhada de seu filho de quatro anos, se atirou ou foi atirada daquela pedra - está sendo investigado pela polícia - para a morte. O caso aconteceu ontem, domingo, e movimentou toda a comunidade das Laranjeiras.
O Mirante da Pedra, é local público de visitação, com placas indicativas para turistas, que se encontra em total abandono e não tem nenhum indicativo que possa inibir a visitação de pessoas.
O equipamento que lá estava instalado, foi sendo destruido com o tempo, e até o assoalho do mirante e os parapeitos de proteção foram retirados. É preciso tomar medidas urgentes de segurança, por parte da prefeitura, para inibir este tipo de ação.

E o turismo...

Está todo mundo meio quieto. A administração “Antoninasobreviva” saiu por ai dizendo que iria extinguir as Secretarias de Cultura e Turismo...Indústria e Comércio, juntando tudo em um mesmo saco. Foi “meio” pressionada e esta dando um tempo, aliás, bem a cara do nosso alcaide: vai empurrando com a barriga.
O empresariado diretamente ligado ao turismo também está silencioso. A espera do quê?
Nos últimos meses de junho e julho que está findando, a área do turismo ligado a gastronomia e hotelaria, deu uma certa respirada, pois aconteceram dois eventos que movimentaram a economia: o Encontro de Carros Antigos e o Festival de Inverno.
É bom lembrar, que estes eventos são programados para acontecer na cidade e por instituições que trazem o acontecimento para nós, cabendo a prefeitura um papel de mero coadjuvante. Aliás, muitas vezes até é bom ficar de fora, pois atrapalha.
Um ano e meio se passou e continuamos no prejuízo, pois continuamos esperando que o poder público faça alguma coisa. No mínimo que se nomeie alguém que responda pela pasta do Turismo e de condições para que esta pessoa possa desenvolver alguma coisa.
De nada vai adiantar colocar lá um grande especialista, se as áreas de apoio façam de tudo para que tudo fique como antes: não funcione.
Agora vem a Festa de Agosto, a da igreja católica, da padroeira da cidade N.Sra. do Pilar.
Qual será o papel da prefeitura? Ou irá novamente liberar barracas sem o mínimo critério, em desrespeito aos nossos comerciantes devidamente estabelecidos? Ou somente irá pagar o foguetório para animar a festa? Aliás, é mais uma festa em que a prefeitura continua como mero coadjuvante.
Alô...Alô...Pessoal. Acorda, que o tempo passa e a gente continua a espera do milagre, que não acontece.

sábado, 24 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Via Sacra

Estou há mais de seis meses tentando junto aos “amigos” da prefeitura melhorar as condições da quadra da Praça da Feira Mar, para disponibilizar um local com as mínimas condições para que a criançada possa utilizar com esporte e laser.
É uma tremenda via sacra. Se você não for insistente, desiste no primeiro... Não vai dá!
Ainda bem que sempre tive poucos e bons relacionamentos na prefeitura, independentemente do grupo que administra. Em abril consegui – depois de muitas idas e vindas – que o pessoal instalasse algumas lâmpadas no local, melhorando não somente a quadra como também aquele canto da praça. Agora, com ajuda de pessoas mais íntimas, conseguimos fazer as traves, que serão instaladas no local pelo pessoal da Secretaria de Obras. A criançada esta responsável pela pintura das traves. Já consegui, também de alguns amigos, material e mão de obra para reparar os buracos no piso. Ontem, o pessoal da prefeitura fez uma poda nos galhos da árvore que atrapalha a iluminação. Também está prometida a doação de duas redes, pelo pessoal da Secretaria de Educação.
Que é muito difícil fazer alguma coisa com essa administração...É. Mas a gente vai espremendo bem devagarzinho e consegue algum resultado. O duro é a via sacra, pois ninguém se entende internamente e a gente tem que saber trafegar em terreno minado.
Que a criançada da cidade vai ter um novo espaço para jogar seu adorável futebol, vai ter.
Claro que dá trabalho. Mas compensa ver a alegria da garotada matando a bola no peito e carimbando na rede.
Se cada um fizer um pouquinho, além de sua obrigação, a gente melhora esta cidade.
Tenho dito.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Para quêm?

Depois da lambança da Copa do Mundo e do diminuto e molhado Festival de Inverno, hei-nos aqui novamente encarando mais uma eleição. E agora é para eleger presidente, governador, senador e deputados federal e estadual.
O atual retrato da política local está mais fora de foco do que fotografia de lambe-lambe. Aliás, com todo o respeito aos lambe-lambes que se comprometiam em registrar tal retrato e cumpriam. Totalmente adverso dos nossos safados politiqueiros de plantão.
Nossa maior liderança, o prefeito municipal nem sequer sabe a qual partido pertence e quando convocado, veste qualquer camisa e se sente bem à vontade. Um tremendo cara-de-pau.
Com isso perdemos liderança e não teremos uma candidatura de peso que possa congregar um significado número de votos, se eleja e possa realmente representar nossa cidade e região, principalmente nas proporcionais para deputados federal e estadual.
O prefeito cabo eleitoral, no que tudo indica, deverá fechar compromisso com candidatos de vários partidos, dentro de sua identidade “Franksteim”. Cara de um, corpo de outro e rabo... Sei lá de quem.
Marcos Isfer, presidente estadual do PPS, partido o qual o prefeito está filiado, já declarou que cobrará a risca a tal FIDELIDADE PARTIDÁRIA. E o partido poderá cassar o mandato do prefeito que não se alinhar às candidaturas das alianças. Se a chamada começar pela letra A, teremos em breve muita correria.
Mas quem realmente nosso prefeito irá apoiar? Comecem as apostas.
E nossa cidade e região...OH!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

POESIADOBÓ

E lá se foram vinte anos

E lá se foram vinte anos
De tantos contos e encantos.
Dos carros que descem a serra
Para ver de perto cultura desperta.

E lá se foram vinte anos.

Um simples praticável,
No meio da rua com uma concha,
Sovada, quebrada, dizia que veio para fica.
A banda tocava certinha,
E o povo a desconfia.
Gente bem diferente parecendo estranho,
Por toda a cidade a circula.

E lá se foram vinte anos.

Diziam até que tinha uma tal de oficina,
Mas não era daquela para conserta.
Era de canto, de arte e até de barro,
Feito pra gente amassa...Modela.

O dono do hotel ficou contente,
Pois tinha tanta gente que até dormia no chão.
Pois não é que tinha circo e até carnava.
Lembraram-se de cada coisa
Para nada poder falta.

E lá se foram vinte anos.

Agora tá tudo bem mais grande,
Até palco pra gente se apresenta.
Autoridade é que não falta para abrir e até fecha.
Mais uma coisa me deixou muito triste,
É que nem lembraram de comemora.

E lá se foram vinte anos
E a história ainda não aprenderam conta.

Eduardo Nascimento
19 jul 2010

Segundo os bloguistas...


Em tempo...


Marcelo Cecyn e Lizzy da Maia, fizeram o show de encerramento do Festival de Inverno. Bela produção e um repertório impecável com uma diversidade de rítmos e momentos da nossa brasilidade. Show também dos integrantes do Grupo de Dança da nossa cidade. Parabéns Marcelo...temos que aplaudir nossos talentos.

Acabou...


O guarda-chuva novamente foi o principal personagem do Festival de Inverno. Nos oito dias do evento, seis choveu e obrigou todo mundo a sair de casa com uma proteção.
Não foi a primeira versão que choveu, mas ininterruptamente somente aconteceu no segundo e agora no vigésimo. Faz parte.
Agora, após o término de mais uma edição, se faz necessário uma avaliação dos pontos fracos e fortes. Para começar a pensar e programar o próximo.
O reitor Akel, prometeu uma nova roupagem para comemorar a maior idade deste tão importante evento de extensão da nossa universidade que em 2012 completa seu primeiro centenário. Vale a pena rever para avançar. Vamos aguardar.

Primeira apresentação



Quero registrar a primeira apresentação do meu filho Luan, na Filarmônica Orquestra Show, na última sexta-feira,16 jul 2010, durante a realização do 20 Festival de Inverno da UFPR. Além da apresentação no naipe dos saxes, também fez seu primeiro solo. Parabéns ao Luan e a todos os colegas, professores, maestro e funcionários da nossa filarmônica.
Luan tem apenas treze anos e estuda música desde os oito.
Luan, Filarmônica e Festival...Tudo de bom.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HOJE TEM ...

FILARMÔNICA ORQUESTRA SHOW no Palco principal do Festival de Inverno, a partir das 22h com repertório totalmente renovado. Leve seu guarda-chuva e vá prestigiar o que temos de melhor em musicalidade.
Foto do acervo. Apresentação da Filarmônica no Festival de 2003. A presença do guarda-chuva foi obrigatória.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ontem...

Foi o primeiro dia que assisti um espetáculo do festival. Pois o curso que estou ministrando me ocupa tempo integral, mas reservei alguns momentos para degustar o que tinha de melhor.
"Elas nunca mais foram vistas" Theatro Municipal.
Elenco: Ranieri Gonzales e Maurício Vogue.


"Mujeres Latinas" Ave Duo

Assisti e fiz algumas fotos do espetáculo que aconteceu no Theatro Municipal:
Elas nunca mais foram vistas. E também presenciei o show "Mulheres Latinas: homenagem a Mercedes Sosa" com o Ave Duo, na Igreja de São Benedito. O show simplesmente emocionante, com "casa" cheia e aplausos comoventes. Parabéns aos artistas e a organização.
Reencontro
Também reencontrei meus velhos amigos artesãos Zélia e René Scholz. Estão ministrando curso sobre Tecelagem Primitiva.
Confira a programação para hoje: www.proec.ufpr.br/festival2010
Diversas crias do Festival voltam como professores ou com shows

Nas 20 edições do Festival de Inverno há personagens recorrentes. Crianças e jovens que frequentavam as oficinas ou brincavam na Praça Coronel Macedo e agora trabalham no evento. Como ministrante, monitor ou organizador são pessoas que não se desligam de Antonina. O Festival foi fundamental para a formação cultural e profissional de participantes e influenciou diretamente na escolha de carreiras. Mesmo sendo um evento cultural, não foram só artistas que o Festival ajudou a criar.

Os mestres Carlos Rocha, professor do curso de Comunicação Social na UFPR, veio fazer a cobertura fotográfica do evento em 1997, coordenou a equipe de fotografia em 1998 e em 1999 começou a dar oficinas. No primeiro ano ele ministrou uma oficina de fotografia e logo depois passou a ministrar a tão conhecida oficina de “Produção de Curta em Vídeo”. Segundo ele, nenhuma dessas dez oficinas foi igual à outra, pois há um aprimoramento da metodologia a cada ano. O professor sabe de dois ex-alunos da oficina que agora trabalham com vídeo e imagem, mas acredita que mais pessoas tenham se aprofundado no assunto. As oficinas dão noções gerais sobre os assuntos abordados, apesar de não formar realmente a pessoa para fazer aquilo. Carlos acredita que a partir das oficinas é possível fazer a escolha profissional. “Pode ser que em um ano o aluno odeie a oficina, mas no ano seguinte ele pode se encontrar com outra”, explica.


Outro ministrante que participa do Festival há algum tempo é Eduardo Nascimento, que é de Antonina e foi um dos fundadores do evento. Ele explicou que o surgimento se deu para dar ênfase a uma área que até então não era trabalhada pela Universidade. “A própria cidade de Antonina também oferecia uma veia artística interessante”, conta. Agora na 20ª edição, Eduardo está ministrando a oficina “Olhar Fotográfico”, a primeira a esgotar as vagas. “É impossível dizer que o Festival não interfere na formação das pessoas, visto que contribui para o conhecimento”, afirma.
(fonte: Jornal Caranguejo do Festival)

Em tempo de Festival


Zaki defende reinvenção constante do Festival
Em entrevista ao Caranguejo, o reitor Zaki Akel Sobrinho defendeu que o Festival seja reinventado, constantemente. “Para o próximo ano, que vai ser a maioridade do Festival, 21 anos, temos que pensar grande, pensar à altura da Universidade. Estamos caminhando para o centenário e é uma boa oportunidade de ter um festival ainda mais impactante no litoral”, disse. E acrescentou: “Estamos atrás de fazer o alinhamento do potencial artístico, cultural, intelectual da nossa universidade com as demandas da sociedade”.
(Fonte: Jornal Caranguejo)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FESTIVAL NO BAÍA

Programaçao Musical do Baía de Antonina Restaurante Mercado Municipal
Para a semana do 20º Festival de Inverno da UFPr
Segunda dia 12 a Quinta dia 15
O melhor da MPB & Pop Rock
Com Alexandre Miguel /Voz & Violao
Sempre a partir das 20 Horas
Obs. Couvert Artistico R$ 3,00 por pessoa

sábado, 10 de julho de 2010

MEMÓRIA DO FESTIVAL

O primeiro Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, foi realizado em Antonina no periodo de 30 de junho a 7 de julho de 1991.


O cartaz do primeiro festival foi elaborado por um estudante do curso de Desenho Industrial: Alexandre Costa.


Foto da inauguração oficial do primeiro festival pelos senhores: Leopoldino de Abreu/Prefeito Municipal; Reitor Carlos Alberto Faraco e Pró-Reitora Márcia Scholz de Andrade Kersten.


Espetáculo de abertura do festival com a Orquestra Juvenil da UFPR. A apresentação aconteceu às 10 horas da manhã.

"Despertava-nos a necessidade de se criar um projeto que viesse atender as aspirações do público universitário nas áreas do fazer e do refletir artístico e de romper com as tradicionais atividades localizadas de sala de aula, forte característica da instituição. Mas o projeto para ser marcante, precisava de novos ingredientes, de carácter contínuo, descentralizador, extencionista e comunitário, que reunisse os mais diversos fazeres artísticos, num envolvimento permanente, intenso e vibrante, de muita troca de criatividade. Isso se chama Festival"

Prof. Eduardo Nascimento
(texto extraído do livro: Festival de Inverno da UFPR, 11 Anos de Cultura, Arte e Cidadania. 2002)

Quando o solo, a semente e os semeadores se entendem, a árvore da bons frutos e boa sombra por muito tempo. Tenho dito.

ABRE HOJE O

20° FESTIVAL DE INVERNO DA UFPR
Apesar da abertura oficial ser somente as 21h30 no palco principal, desde o meio dia já estará acontecendo espetáculos pela cidade. Confira a programação de hoje:

12h30 – Theatro Municipal “Seu Bala” – Itaercio Rocha
O novo espetáculo solo de Itaercio Lopes Rocha traz o frescor dos terreiros das festas populares para as dimensões do teatro de bonecos, em diálogo com a platéia, com seu forte poder de cantador, contador de histórias e animador de bonecos e objetos. “Seu Bala” busca a leveza do brincar infantil com o brincar das manifestações populares, apresentando soluções cênicas e plásticas que levam a platéia a observar as muitas possibilidades que o brincar, animando objetos, apresenta.
14h00 – Praça “ABC da Segurança” – Cia de Teatro eSpação
João Esperto e sua turminha, com histórias lúdicas e claras, vão passar informações educativas, que servirão de orientação para crianças, como não falar com estranhos, cuidados no caminho de casa para a escola e outros, que incentivam as crianças a cuidar da própria segurança. Direção: Bruno Laurindo. Elenco: Larissa Yeda, Israel Dali Munhoz e Marcio Bosi.
16h00 – Theatro MunicipalProjeto “Coral Infantil”
UFPRO Projeto “Coral Infantil” é promovido há cerca de três anos pelo Grupo de MPB da UFPR e tem como principal objetivo oferecer gratuitamente uma formação musical para jovens de 7 a 14 anos. Através de atividades lúdicas, abordam-se elementos da estrutura musical, como ritmo e melodia, além da coordenação motora e socialização. O repertório conta com músicas folclóricas de várias culturas e músicas infantis brasileiras que não fazem parte do cotidiano das crianças. Coordenação do Projeto: Doriane Rossi. Regência: Éderson Marques. Assistente e Pianista: Letícia Kruger Lass. Piano: Roger Borges. Músicos Convidados: Marc Olaf e Thiago Ramalho.

18h30 – Theatro Municipal“Orquestra Filarmônica da UFPR”
A Orquestra Filarmônica da UFPR foi fundada em 1962, e é uma das primeiras do Paraná. Realiza em média 10 concertos ao ano, levando a arte a um público heterogêneo nos mais diversos espaços culturais. No concerto desta tarde, a Orquestra vai executar peças de Ludwig van Beethoven e Leopoldo Miguéz. Regência: Márcio Steuernagel. Direção Artística: Harry Crowl.

20h00 – Igreja Matriz“Quarteto Pantalla” – Música de Câmara Brasileira
O “Quarteto Pantalla” homenageará os compositores Alberto Nepomuceno e Heitor Villa-Lobos. Nos violinos, Marcos de Lazzari e Cristine Marquardt. Na viola, Aldo Villani e no violoncelo, Samuel Pessati.

21h30 – Palco Principal Abertura Oficial

22h00 – Palco Principal“Ciranda de Ritmos
"Essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá..." Lia, Ilha de Itamaracá e Ciranda. São palavras indissociáveis. Lia de Itamaracá, incontestavelmente, faz parte da história da nossa cultura popular brasileira. É sem dúvida referência nacional em se tratando de ciranda, com ressonâncias até em âmbitos internacionais e fora até dos circuitos folclórico, regional ou de cultura popular. E para receber Lia de Itamaracá, os Grupos Mundaréu e Voa Voa - Maracatu Brincante vão subir ao palco e promover uma grande festa, contagiando com muita alegria o público de Antonina.
Ver programação da semana: www.proec.ufpr.br/festival2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Aberto a temporada de caça

Os paraquedistas estão chegando, com um ar carinhoso e o discurso de sempre: adoro Antonina.
Até a turma do "Ali Babá" também já marcou presença. Cuidado abra o olho, porque eles somente querem o seu voto e caso reeleitos vão continuar nos tratando como pedintes.
Começou a temporada de caça. Você poderá ser a próxima vítima.
No mínimo faça um deputado trabalhar...Não o reeleja!

Que chame para si

Será que realmente não tem alguém na atual administração, que assuma a responsabilidade de deixar nossa cidade, no mínimo limpa e com cara de lugar bem cuidado?
Será que não tem ninguém que possa dizer que realmente ama este lugar e que irá tentar fazer que a “enferrujada e corrupta” máquina pública funcione com mais transparência e capacidade?
Quando a gente muda de governante isso é o mínimo que se espera. Do contrário ficaríamos com a mesma “merda”, por mais quatro anos.
Todo cidadão sabe muito bem que os problemas das administrações municipais são bem maiores. Mas, a população não poder contar com “um servidor público”, que possa resolver nossos problemas do dia-a-dia, é se sentir sozinha e desamparada.
Aí me pergunto: e o prefeito? - Maravilha, fala bonito. Bem mais afável que seu antecessor. Mas... Administrativamente não funciona. Politicamente um desastre.
Lá...Bem no fundo...Uma tristeza. Mais quatro anos parado, sem projeto de gestão.

Até que a cidade está um pouco mais limpa, mas tudo é feito “nas coxas” sem o mínimo critério, qualidade e carinho. A palavra é carinho. É isso mesmo carinho.

Estamos sem interlocutor porque os canais de participação - os Conselhos Municipais – não existem e os poucos nomeados estão atrofiados. Nas secretarias há desvio de função, poucas pessoas e total desmando. O que realmente sentimos é um descuido com tudo. Um descaso para com as pessoas e desrespeito com o que temos de mais importante: nossa cultura, nossa identidade.
Enfim, precisamos de alguém que assuma para si os deveres públicos e possa, junto com a população, dar um novo ar para a nossa tão maltratada cidade.

terça-feira, 6 de julho de 2010

PICHAÇÃO


Foto enviada por internauta
Na cara de todo mundo, do policiamento militar e dos vigias municipais da Estação Ferroviária. O desafiante pichador teve a coragem de taxar seu palavrório naquele exemplar vivo do patrimônio ferroviário, estacionado perto da plataforma. Sou totalmente contra tal ação de vandalismo, mas, isso prova mais uma vêz o estado de abandono que nos encontramos. Se realmente temos a sensibilidade de reconhecer a importância daquele mecanismo, também deveriamos ter em mantê-lo. Com a palavra o pessoal da prefeitura e da ABPF-PR.
Parece uma cidade sem dono.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Abandono...As imagens falam por si.

As calçadas da Rua Marquez do Herval, a beira mar, inclusive toda a Feira Mar (Pça.Romildo Pereira) estão em estado de calamidade. Parece que os 18 meses da administração "AntoninasobreVIVA" ainda não foi suficiente para perceber nossa maior riqueza, o mar. O seu em torno deveria estar muito bem cuidado. Além dos buracos, mato e muito lixo tomam conta da paisagem. As fotos estão aí:





Continuar assim é não ter sequer vergonha na cara.

Uma simples poda.

Hoje resolvi dar um tratamento e uma poda na pequena e única árvore existente em minha rua, por mim plantada bem enfrente de casa. Preparei o ânimo, mudei de indumentaria, passei a mão em uma escada e ferramentas apropriadas para fazer o mínimo esforço.
Podar uma árvore da rua em uma pequena cidade vira quase sempre um evento, algo meio fora do comum, despertando a curiosidade dos transeuntes.
A cada momento tinha que responder as indagações das pessoas que por ali passavam. Uns atenciosos e pronunciantes outros calados mais abarcados.
No primeiro momento cortei todos os galhos maiores e os deixei cair em pleno calçamento.
“Olá cara... Por acaso você pediu autorização para cortar a árvore?” Foi a primeira manifestação a me interrogar. – “Somente estou podando para deixá-la mais bonita quando a primavera chegar”, respondi.
Depois dos galhos maiores podados, sentei em um banquinho e fui lentamente transformando-os em cavacos, que poderão ser utilizados na minha lareira da sala, quando o inverno se tornar mais rigoroso.

Também passou o secretário: “E daí Eduardinho?” Depois o carroceiro: “Quer fazer um frete e limpar a frente?” Até a “invejosa” passou ali, fingiu que nada estava acontecendo. Mas que ela pensou um monte de merda...Pensou.
Um outro cidadão não identificado, também não deixou por menos: “Muito bem!” Chegou à vez do vendedor de picolé não ficar indiferente: “Picolé da Dona Lucy!” E o professor fazendo sua caminhada matinal: “Legal é bom fazer uma atividade. Bom para o corpo e para a mente”. Minha mãe veio trazer remédio para o cachorro e não deixou por menos: “corte também aqueles limos que deixam a planta doente”.

Cavacos separados chegou a hora de ensacar os resíduos e deixar na frente de casa, na esperança de serem recolhidos pelo pessoal da limpeza pública.
A vizinha também notou a relação que um simples podar de árvore causou na rua, chegando até a sugerir que se fizesse uma foto, para registrar o momento. Eu disse que o momento da foto não era o meu e que ela poderia fazer. O meu momento era estar vivenciando aquele simples corte da árvore. Esperei que ela fosse em sua casa para pegar sua máquina fotográfica. Mas não voltou.
Varri a calçada toda e deixei os sacos prontos para serem recolhidos.
Como foi bom podar a minha pequena e atraente árvore.
Olha...Que deu o que falar.