sexta-feira, 25 de março de 2011

PORRA MEU...PÔRRA MESMO

Nos últimos dias, como convidado, tenho participado de reuniões – aberta de grupo e de entidades - com pessoas preocupadas com o desenrolar da tragédia que abateu nossa cidade nos últimos dias 11 e 12 de março, no sentido de encontrar soluções, que venham resgatar nossa já debilitada auto-estima.
O que mais tenho notado, e com muita tristeza, é a total carência da prática democrática. Ou seja, além das dificuldades em estabelecer um diálogo e tentar pontuar alguma coisa, quase sempre deparamos com interlocutores que ainda não aprenderam a diferenciar animosidade pessoal de divergência de idéias.
Pior e inaceitável, é quando sem ao menos você ter falado alguma coisa, levar um “coice”, de um revelador desafeto.
Em minhas mais recentes postagens, tento “cutucar” a comunidade para que se reúna e comece a discutir seus problemas, pois o momento é de aglutinar forças: poder público, sociedade civil organizada ou não, igrejas, sindicatos, associações de bairro, ou seja, todos.
A hora da reconstrução passa pelas mãos de todos nós. Não podemos continuar achando que nossos governantes irão resolver todos os problemas.
É bom deixar um pouco a tragédia de lado e olhar com mais frieza como foram tratadas as comunidades que já tiveram esta infeliz experiência. Como elas se encontram hoje. Em sua maioria, acampada em barracas ou alojada em ginásios de esporte, pois as tais verbas prometidas pelos governos e as ações juramentadas pela prefeitura não aconteceram.
Por aqui, tivemos centenas de desalojados e desabrigados. Mas a vida continua e precisamos voltar a acreditar na recuperação da cidade, desde que façamos alguma coisa. Com grandeza de idéias, deixando as “picuinhas” para outras horas.
Que eu tento...Tento!

2 comentários:

  1. Bó, entendo sua angùstia. Porém, cada um tem seu papel. Se não pode mudar o mundo, mude a si próprio.

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  2. Quando falamos em coletividade muitos não sabem o que significa!
    A união de um grupo de pessoas que tem um único objetivo, seja ele qual for pode ser chamado de ação coletiva ou coletividade, desde que todo o grupo pense desta forma.
    A dificuldade é grande em unir pessoas com objetivo coletivo, trabalhar as idéias é muito difícil, e as divergências muitas vezes não permitem que a idéia se desenvolva.
    Não podemos ser egoístas e olhar só para o nosso umbigo, temos que pensar no coletivo, e termos ações que ajudem no nosso desenvolvimento como grupo, pessoa e como cidadão.
    Vamos pensar e agir de forma coletiva, nós só temos a ganhar com isso!



    “Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça”.
    Leonardo da Vinci

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