segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aconteceu...Audiência Pública PR-340

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Na ultima quinta-feira, 16 junho, participei da Audiência Pública realizada no Theatro Municipal de Antonina, pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), com o objetivo de apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) elaborados para o novo trecho da PR-340. A audiência faz parte do processo de licenciamento ambiental prévio e expõe detalhes do projeto, seus impactos negativos e positivos, bem como as medidas e programas ambientais propostos para evitar ou minimizar os impactos negativos e potencializar os positivos.
Outro objetivo da audiência é sanear dúvidas e coletar sugestões da população. O resultado do evento subsidiará a decisão do IAP quanto ao prosseguimento do licenciamento ambiental.

A BR-340 caso construída, desviará o tráfego de cargas via Porto de Antonina, dos centros urbanos dos municípios de Morretes e Antonina. O novo traçado definido como a melhor opção tem início nas proximidades do km 24 da BR-277 e segue até o complexo portuário de Antonina, somando 10,30 quilômetros de extensão, o que inclui um viaduto sobre a ferrovia que cruza a região e uma ponte sobre o Rio Nhundiaquara, construída com a mais moderna tecnologia numa extensão entre 1500 a 2100 m.

A apresentação dos estudos, foi realizada pelo engenheiro responsável da empresa  contratada Cia.Ambiental, que durante mais de 1,5 ano fez todo o levantamento da região, necessários para a complexidade desta tão importante obra para as nossas cidades.

Após a explanação foi aberto ao público para perguntas, onde algumas duvidam foram sanadas. A previsão de custo soma R$150 milhões, que segundo o representante do DER presente, deverá fazer parte de montante de empréstimo que está sendo negociado pelo Governo do Estado, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Na real
Não há dúvida quanto à necessidade de uma nova estrada para retirar os veículos pesados das nossas cidades. Mais é bom lembrar que esta estrada já estava prevista no projeto para a construção dos Terminais Portuários da Ponta do Felix, isso em 1996. Na primeira década deste século - não sei precisar o ano - também se tentou aprovar o RIMA para vários traçados, e tudo foi “barrado”, pois nenhum traçado avaliado convenceu o MP, devido os impactos ambientais.
Agora, 2016, aparece mais uma nova proposta, onde todos os estudos anteriores serviram como referencia, surgindo como opção viável ambientalmente.
Importante ressaltar que apenas tivemos a apresentação do RIMA, que irá balizar as licenças ambientais de responsabilidade do IAP. Caso seja aprovado – com parecer do MP, poderá se transformar em projeto, e o projeto em execução.
Bem, isso já será uma outra história.
Boa nota!



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